Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Postar e coçar é só começar?

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Daí eu paro pra pensar meu Deus meu blog tá mesmo acabando?

Vi muitos blogs legais que foram morrendo assim, definhando lentamente, até acabarem de vez.

E aí dia desses eu comecei a ver uns posts antigos, e um foi puxando outro, e quando vi estávamos todos na frente do note, rindo, relembrando.

E eu me toquei que não posso tirar isso do Bigu, não pode acabar não.

Então vai virar diarinho, sabe? Aqueles “fulano acordou, chorou, foi a escola e etc”?

Não esperem grandes textos reflexivos (oi? Algum dia ja teve? Huhauhua).

Quem sabe a inspiração não volta.

Meu quarto filho

Contei pra vocês que arrumei duas filhas ne?

Daí uma delas fugiu (ingrata)

A gente cria as catitas com carinho, da amor, da atenção, dá vagem cortadinha e o que recebe? Desilusão, a bicha aprende a abrir a porta da gaiola e foge pra ser feliz em algum baile charme da vida.

Dai que dia desses fui comprar comida pra catita restante e vi um porquinho da india,  nao vou comprar,nao vou comprar,nao vou comprar, nao vou comprar,

Com vocês, o Baltazar:

Baltazar estudando astronomia com o nerd da casa

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Baltazar Confraternizando com os irmãos

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Baltazar após o banho (e foi secado pela minha cabeleireira #GLAMOUR)

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Baltazar customizado, tá, parei. Ah gente ele é tão fofo!

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P.S: Não me avisaram que esses bichos comem mais que impinge, gente ele come couve o dia todo, tipo de manhã é alimentado antes dos minos pois pia tanto que enlouquece a gente e agora demos pra andar pé ante pé na madrugada pra ele nao nos sentir acordados senão ja quer comer, plmds to amamentando de novo?

Não acabou

 

Ontem eu tava na feira comprando palha e comida pras minhas catitas (sim, eu crio catitas), me olhando num espelho e me vendo semi loira (sim, eu tô) pensei na minha nova assistente (sim, mudou) e que a reforma aqui em casa esta me enlouquecendo (pois é, tamos em obras).

Daí lembrei do blog, lembrei que faz muito tempo que não posto nada, que a nao ser que me sigam no tuinto e “feice” (acho bom seguir) vocês não sabem de nada disso que falei no paragrafo acima, e pensei : Meu blog acabou.

E a dor transpassou meu coração sabe? Porque sao 7 anos de blog e houve um (bom) tempo em que p blog era a razão principal de eu estar na internet, como as coisas mudam ne?

Então eu vim aqui so pra negar. Pra bater no peito soluçando e dizer que não acabou. Não.

Vou postar prometo.

Enquanto isso, pelo menos uma fota:

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Me espera!

E acabou…

 

Pra quem não conhece minha historia com minha irmã um breve resumo: Ela foi adotada com 1 dia de vida e colocada no meu quarto (eu então com 12 anos) cuidei, acordava de noite, etc etc (afinal fui eu que enchi o saco da mãe dela pra ela dar pra gente, vigiava a mulher pra ela não fumar enquanto grávida ). Ela a mãe, tinha outros 10 filhos, e era empregada na fazenda do meu padrasto.

Quando tinha 16 anos ela fugiu a primeira vez, foi pra escola (onde nem tava matriculada) e não voltou mais, sabia que minha mãe iria lá pois tava desconfiada. Pegou carona com um doido e foi pra SP, uma ano depois mandei ela vir morar comigo. 1 ano depois foi embora sem olhar pra trás morar num cafofo com um namorado porque eu reclamei dela enquanto funcionaria (remunerada) do escritório. 1 anos depois magra e mal tratada chamei de novo. 6 meses depois foi embora de novo sem olhar pra trás e quando eu digo sem olhar pra trás é, pegar uma mochila com 3 peças de roupa e sair como se fosse ali e a gente só dar por falta dela horas depois. Daí só tive notícia dela já grávida.

Como contou que tava passando necessidade e fez da família do marido uns demônios, trouxe de volta apesar de ter me jurado que jamais faria isso, e mais por insistência do marido que minha, tudo pelas crianças.

Por conta das crianças mudei a planta da minha casa, tirei o quarto do meu filho, planejei, organizei, mudamos nossa vida, para recebe-las.

Infelizmente ela é uma pessoa difícil. Sou santa? Depende do ponto de vista. Eu não vou chegar na sua casa e arrumar, eu não vou te cobrar o mínimo de higiene, mas na minha mando eu sou a santa, senhora, rainha e presidentA.

Dela foram cobradas 3 coisas :

  1. Cuidar bem de sua filhas
  2. Não se meter em confusão
  3. Manter seu quarto minimamente limpo e arrumado.

Nesse quase um ano ela não cumpriu com nenhuma das coisas. Não foi pedido que limpasse minha casa, lavasse roupas, louças etc. Nem as mamadeiras das meninas era função dela. Nada. Mas nesse período convivi com bagunça, porcaria e sim maus tratos. E maus tratos não é apenas bater, e não dar dignidade.

Ela fez dívidas altas com vendedoras de roupa que EU não quis comprar pra mim pois achei absurdo 100,00 um shortinho. Ela comprou várias coisas, sabendo que não ia ter, sabendo que uma hora ia explodir. O quarto era digno de um filme de terror. As crianças viviam fedorentas, sujas, mal vestidas.

Por falta de roupa? Não. Talvez por falta de roupinha cuidada, roupa manchada faz papel de roupa suja. As X era suja mesmo.

E ela não aceita que se diga um ai. Você não pode reclamar da sujeira dentro de sua casa que ficava de cara feia , e toma climão. E se você dissesse que a regra da sua casa era assim você estava humilhando, pois não podia dizer que a casa é sua e você que manda. Você não pode ficar puta por ter que pagar uma dívida que uma vizinha foi cobrar na sua porta feita pela irmã caloteira, não pode.

Vocês devem notado que lá por julho parei de postar das meninas, quase não falo. Isso aconteceu  dentro de mim também, me distanciei, fui me blindando pois com todo histórico da mãe pensei logo essa separação tá próxima. Parei de levantar pra ajudar de noite, parei de tirar do carro se tivesse chorando, porque se eu não posso ensinar que baby precisa de rotina , um banho, um pijama limpo antes de ir dormir pra dormir bem, eu também não tenho porque acordar de madrugada não concordam?

E a coisa foi só piorando, eu as X me contorcendo mas me calando pra evitar briga. Oprimida na própria casa.

Ela ficou amiga da babá e era um negócio de ir pra casa dela aos finds, só que dai virou uma questão de obrigação eu ter que dar dinheiro pra ir e voltar de taxi, fazem comprinhas pra levar ou dar grana, etc.

Numa dessas idas fui dar uma conferida na pocilga no quarto e achei um edredom VOMITADO guardado no armário. Daí reclamar disso é humilhar, tenho que ouvir “fica aí na tua mansão que eu vou embora pra BH”

Semana passada chamei o motorista e babá e ,mandei ela pro xopis com dinheiro pra comprar sapatos pras minas que não tinham mais nenhum e agora que já andam tem que ser sapato que calce legal, passou a tarde pra lá, lanchou, colocou credito no celular com o R$, não comprou sapato nenhum e ainda levou elas descalças pra viajar dia seguinte. Veja bem, ela não me pediu R$ pra sapatos, ela nunca me pediu nada que fosse pra filhas, nada, as X nem o mingau, que deixava acabar pra pedir (imagina se tivesse que ganhar o dinheiro pro mingau e sapatos hein?)

Por ultimo descobri que andava pegando as minhas coisas e dando fim, inclusive roupa íntima, veja bem roupa íntima (a pessoa ficava até dois dias sem tomar banho e usava minha roupa íntima?), mas daí eu não deveria reclamar, dane-se se ganhava biquíni mas desmazelada como é usava como calcinha embolava num canto , se acabava. Bora lá no quarto da maninha que lá tem separado por cor. Começou a sumir r$ também.

E sabe não se engasgar com o elefante e sufocar com a formiga? Sufoquei. Usar minhas coisas, eu descobrir, deixar a culpa recair sobre a Rita e ainda se achar no direito de vir me peitar? Não. Meus filhos nunca me viram brigar com o pai deles, sempre tivemos cuidados, minha casa é harmoniosa não tem gritos, não tem confusão. Aliás, não tinha. Antes dela.

Conversei com minha mãe, que me apoiou, e avisei, vai voltar pra BH, eles tão loucos pelas crianças de volta então  vou dar mesada, o mesmo que eu gasto aqui vou garantir lá, mandarei a pensão, nem quero saber com o que vai gastar, se quiser comprar fraldas, roupas, remédio, comida, ok, se quiser gastar tudo em roupa cara, ok também, cada mãe sabe o melhor.

E não quis, não aceitou, falou que queria morar sozinha e avisei que assim eu não iria ajudar, mais mentiras e no final saiu pra passear com as minas, notebook e roupa do corpo e nunca mais voltou.

Descobrimos que alugou um quarto em outeiro (com que dinheiro?), perto da casa da babá. E que ta namorando com o filho da babá de 14 anos (ela tem 25, oi sedução de menores). Tá causando problema quase perco a babá que tá comigo há mais de 2 anos pois ela não aceita o namoro e quer que eu tire ela de lá de outeiro, mas quem sou eu? O R$ não é meu, o quarto alugado não é meu. Se uma pessoa de 25 anos e duas filhas não se toca que uma criança de 15 anos não vai lhe dar um futuro, quem sou eu ne?

Dai arrumamos as coisas que ficaram, o que eu dei eu dei, mandei os berços, as lindas roupas de cama, e meu pai era tão pior do que eu pensava, pra terem ideia tinha um balde no banheiro com roupas das minas, compradas com carinho, numa água preta, fétida, misturada com calcinhas dela e pasmem TAPURU (larvas de moscas, aquelas branca) tiramos fotos mas é tão nojento…. O quarto que já fedia de doer e me matava de vergonha (todos sabem o cuidado e amor que tenho pela minha casinha) ao ter isso tudo mexido fedeu mais ainda, sacos com fraldas descartáveis sujas de dias (quem sabe semana) jogados no banheiro, eram assim que essas crianças estavam sendo criadas. Na brinquedoteca pisou 3x, pois ne? no quarto podre era mais fácil tacar as duas no berço e ficar na internet…. xingando as pobres de diabo/demônio/peste

Mandei tudo num fretado  e assim se foi, só sei onde está porque fincou pé e mesmo com pedidos da babá pra ela voltar e ir pra MG, que o dinheiro vai acabar e vão passar fome, é o que ela escolheu, é o que sempre fez mas achávamos que com filhas a mentalidade mudaria. Tá lá num quarto sem ventilador, cheios de mosquitos, perdido numa periferia. Sem fogão ou geladeira, sem uma panela, dependendo da ajuda de estranhos pra esquentar uma água e fazer um mingau.

Mas deve estar feliz pois não precisará dar banho nas filhas, nem alimentar na hora certa e da forma certa, não vai ter ninguém pedindo pra juntar bolachas do chão, nem reclamando de roupa fedida pelos cantos, vai poder fazer sua dívidas a vontade ir pra festa a hora que quiser e namorar muito seu namorado de menor.

Meus votos de coração é que consiga um emprego, se ajeite na vida, não perca as filhas, mas daqui não sai nada. Porque é muito fácil ir contra tudo e todos e bater pé quando vem sempre alguém por trás por conta das filhas, como diz meu marido é que nem quem pede dinheiro com criança no sinal, usa as filhas. Se pensasse realmente nas filhas estaria aqui nesse inferno de casa com suíte, piscina, comida feita, roupa lavada, louça limpa pela empregada, geladeira cheia…etc

Infelizmente ou felizmente to tranquila, nao to com saudade das minas, não derramei uma lágrima, e isso é sinal de consciência tranquila e coração aquietado pois fiz TUDO o que nem mãe faz (a minha pelo menos foi categórica que não aceitaria de volta pois já teve sua cota de pão amassado pelo diabo nas mãos dela).

Cada um tem que procurar a sua felicidade e pensar se vale a pena expor seus filhos por conta disso. Minha casa tá mais leve, voltamos a ser só nós, tem dado certo até hoje, e se Deus vai me julgar por não oferecer a mão quando ela precisar de novo (e espero que ela não precise) quero que ele tenha anotado as X que me compadeci e quem sabe assim eu não perca minhas almofadas de seda no paraíso.

Foi isso.

P.S – esse desfecho foi de sexta pra cá não tem nada a ver com meu sumiço do blog. Mas to voltando hehe

Editado: Jamais tentaria pegar a guarda das criança, elas tem pai, e um pai que quer as meninas de volta, a mãe dele acertou com ela só que ela prefere a esbórnia, fazer o que?.

Feliz por Nada – Martha Medeiros

Nunca um texto me caiu tao bem

        Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

         Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.

Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

         Feliz por nada, nada mesmo?

         Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

         Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?

         Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

         Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

         Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

         A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

         Ser feliz por nada talvez seja isso.

Eu, enquanto cortadora, no IG CARREIRAS

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E vejam bem, eu como cortadora de papel participei de uma matéria do IG CARREIRAS sobre Home-office

Clica e lê.

 

Em tempo, Belém não é no PR e eu não tenho 5 filhos haha (sempre, meu pai)

E como sempre me pedem dicas eu vou colocar aqui pras leitoricas amadas (e pras não amadas também) meu texto na íntegra.

Beaj  me contrata pra palestra (trabalho por jujuba)

 

 

Eu e marido temos uma consultoria empresarial na área jurídica e contábil, trabalhamos pra vários bancos, financeiras, cervejarias. Tínhamos um QG onde nos reuníamos com os advogados, o resto era feito de casa, tanto eles quanto nós.

Uma época desfizemos também o QG e transferimos tudo para uma parte da casa.

Hoje em dia eu não trabalho mais para o escritório, me dedico totalmente a produção de festas infantis personalizadas, estilo aquelas que tínhamos quando crianças.

Link da loja  – http://www.elo7.com.br/missbrasilatelier/

Trabalhar de casa foi um presente de Deus, tenho 5 crianças em casa, (2 sobrinhas)  e pude acompanhar cada detalhe do crescimento deles (do mais velho só a partir de 2 anos, quando adotamos este estilo).

Tem dias que é mais complicado, as vezes eles estão mais grudentos e tenho que ser um pouco mais enérgica se eu tiver cheia de encomendas, as vezes é necessário avisar que não quero interrupções, é pra fingir que eu não estou aqui e trancar o atelier. Um stress.

Em compensação é uma delícia criar com eles por perto, as vezes ligo a TV no atelier com um filminho e ponho um colchão e uma pipoca e eles ficam lá quietinhos… quem não não vai se sentir realizada podendo trabalhar com o que gosta e ao mesmo tempo participar do dia a dia dos filhos?

Quando estão doentes eu posso trabalhar ali, do ladinho, cuidando de cada febre sem ficar preocupada, sabendo que qualquer emergência tô ali.

Educar quem divide a casa é um processo e é necessário, empregada sabe que não pode me chamar pra cada detalhe, estou em casa mas não estou 100% a disposição, meus filhos tem uma caixinha com coisas do atelier onde eles podem mexer e por conta disso eles respeitam e não tocam nas produções. Ou seja, limite e educação.

Criatividade é fundamental nesse ramo, as vezes a coisa não tá acontecendo e eu vou pro meu quarto, assisto umas séries comendo uma bobagem e com a cabeça descansada trabalho depois até 3 da manhã e saem coisas lindas, eu jamais poderia me dar ao luxo de tirar uma tarde de descanso deitadinha se o atelier fosse fora, isso é uma dádiva.

Criei aqui o Projeto Pijama OFF, como eu moro em um condomínio estilo rural, com bosques e minha casa é a beira de um lago, meio que dava preguiça de acordar e me arrumar já que ninguém ia me ver e eu não ia sair, daí notei que fazia tudo com menos animo, agora todos os dias acordo, me arrumo com direito a roupinha legal e maquiagem, senti que a produtividade aumentou e aí tomo café (sem pressa) com meus meninos e marido, e cada um segue para seu local de trabalho, eu o meu atelier, ele ao gabinete, um  cômodo ao lado do outro, sem pegar transito e ouvindo os meninos brincarem.

Eu chamo isso de qualidade de vida.

Alguns links do meu blog onde falo sobre isso de trabalhar de casa

http://www.lubrasil.net/blog/?p=4609

http://www.lubrasil.net/blog/?p=13814  (esse com um pouco de mágoa pois a sociedade ainda nao põe fé em quem trabalha de casa haha)

http://www.lubrasil.net/blog/?p=13766 (projeto pijama)

Beijos

Luciana

Mingau do MEU PATRÃÃÃÃO

 

Tô sumida neam?

Prometo que tô voltando, é que com atelier bombando, vida sexual ativa e encerramento do bimestre dos minos tenho estado dentro da loucura (á beira eu já nasci né?), mas agora eles estão de férias e só terei que arrumar algo pra eles ficarem entretidos, satisfeito e quietos, cadê uma corda?

Meu marido Galeno Brasil, também conhecido como “MEU PATRÃÃÃÃÃO” PAUSA – A gente viu um vídeo que eu não colocarei link aqui pois é meio pornográfico e zoofilo rs e nossa rodinha de amigos ficou o bordão e como foi ele que divulgou..bem” DESPAUSA , foi dia 23, no feriado, dia este que tivemos a festa do Marlon, filho da minha amiga Karla (lembram dela? Minha melhor amiga não mora mais no Pará, sofrimento). Eu tinha falado em fazer um vatapá aqui em casa mas nossos amigos viajaram todos pois eram da equipe do Terruá Pará (evento paraense que abalou SP) e a gente nem ia mais fazer…

Só que depois pensando bem bora fazer ne? Decidimos tudo as pressas e convidamos uns poucos mas bons, foi legal.

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A Y

Eu não vou ficar aqui falando que Yasmim é minha preferida porque não pega nem bem ne?

Mas eu posso contar que ela faz escândalos pra ficar no meu colo?

Posso contar que ela senta e me abraça e fica que nem uma macaquinha albina?

Posso contar que ela chora pra não voltar ao colo da mãe?

Posso contar que eu tenho que andar me escondendo dela pela casa senão tenho que parar tudo e pegar?

Então posso deduzir que eu sou a preferida dela?

Posso? Então tá.

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O bom do final é dar um cheirinho e devolver pra mãe hahaha

Eu enquanto cortadora

 

Oi, eu sou artesã…

Oi, meu nome é Luciana e sou crafter

Oi eu era contadora, agora sou cortadora…

Então, é difícil sabia? Você estuda, passa em 3 faculdades, se forma com louvor, passa em concurso público em primeiro lugar.

Daí de repente você larga o emprego  pra apostar na sua própria consultoria em sociedade com o marido.

Nove anos depois, consultoria firmada, você decide que já não dá mais e o que você quer realmente fazer da vida é…

Cortar papel?

É, é isso.

E as vezes é difícil explicar isso, agüentar as piadinhas, conviver numa sociedade que acha que trabalhar só é acordar cedo, pegar bus lotado/condução, aturar chefe, ser escravizada, ficar longe dos filhos, voltar morta e dormir pro outro dia. E é difícil as vezes não pensar que você tem menos valor, ou desistir de tudo e voltar a vida de antes. “Mas você só corta papel”, mesmo que cortando papel as vezes ganho mais do que o comentarista infeliz oeee.

E eu sou tão feliz fazendo o que eu faço agora que voces nem imaginam!

Dia desses a Evinha me chamou pra me falar de uma ação junto com a Tanlup, uns posters que ela tinha feito pra servir de inspiração ao povo crafter, esse povo sofrido e mal entendido que só tá esperando o mar vermelho abrir pra passar com sua dor (ai que que eu tô falando?), e nem bem ela me passou o link eu já tava imprimindo e emoldurando.

E quando bate aquele cansaço, aquela preguiça, a vontade de desistir…. olho pra ele

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Não é fofo?

Alguma crafter/artesã/cortadora de papel sofre bule como eu sofro? Baixe os outros quadrinhos, eu vou imprimir também.

Domingos…

 

Eu adoro Domingos (mas quero petição on-line para  que eles encerrem as 20:00h).

Sério, enquanto todo mundo sofre de depressão pra mim é um dos melhores dias, é dia de ir a Igreja, de almoçar no clube, de ir pra piscina, de arrancar os cabelos sem a Cleide e sem a Ritinha…

É dia de ver o povo reclamar de tédio e penso “gente vem aqui que tem louça na pia, bunda pra limpar, menino chorando, babado e confusão”, dia de passar a vida de maillot…e dia de fazer o lanchinho domingueiro.

Todo fim de tarde alguma coisinha gostosa, pros minos chamarem os amigos (agora já nem precisa mais chamar haha), nesse dia aqui foi bolinho de maçã e pãezinhos quentinhos, tudo ovo e lactose free, pra Angelito poder participar da farrinha

 

Maio2011b 040 Maio2011b 042 Maio2011b 043 E me fala se ele gosta?

Maio2011b 044p Maio2011b 045 Tem até dancinha da vitória (juro juro juro)

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Vem aqui qualquer dia desses?

Receita dos bolinhos de maçã – Daqui

Prestando Contas – Desafio Pijama

 

Tenho aqui esse compromisso que assumi com vocês “com mim” mesmo, com Deus com meus pais, vou te amar.

Seguindo firme na campanha “Trabalho de casa mas não tô morta”

Ontem, trancinha, cabelo oleoso pra dar aquele ar operário chic , batom nude, vestido rodado e pé no chão

 

Junho2011 035

Hoje uma versão mais elaborada, macaquinho funkeira comprado na feira da new city, feat casaquinho romântico pra fazer a candura, batom bonina (minha vó jura que existe essa cor), sapatilha pink e cabelo molhado pra dar aquela refrescada nos 35 graus e vocês saberem que eu lavo o cabelo (nao tá fácil). O difícil é ter que dar explicações pros minos a cada 20 segundo “Não filho a mamãe não vai sair é apenas uma nova resoluçao de vida e blablabla” (aqui ameaça é “Meu deus se comportem senão arranjo um emprego fora hein?)

Junho2011 059

Quem vai aderir? Serião tô me sentindo outra mulher tô até pensando em depilar a virilha (que que eu to falando?)

Godzilla

E daí o que que Ricochete tá olhando tão encantado bem em frente ao meu atelier?

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Por God – Zilla, olha natureza você é linda vamos preservar, salvem as baleia, xixi no box já entendemos, mas faz um favor?

Fica aí né? Que a gente fica aqui

P.S 1-> Pra quem não assiste a série Pequenos Monstros animal planet, saõ camaleões, aqui temos 2 pra cada morador de condomínio, já incluso no preço da mensalidade.

P.S 2-> Sera que a National Geografic me contrata depois dessa foto?

PLMDDS –> Saiam!

R.I.Pijama

Não é nem segredo!

Até quem me vê lendo jornal da fila do pão sabe que eu passo o dia de pijama

Passava, do passado pertecnico mais que imperfeito do verbo tubí (no português eu esculacho).

Fiz um pacto de mim mesma com uma das minhas 33 personalidades múltiplas. “Caba com esse negoz de ficar de pijama em casa Teodora Luisa!.”

Tem dado certo, tô falando sério. Nos dias que eu ainda caio em tentação e fico pijamada até as 18, onde troco por outro pijama (fazer o que meus pijamas sao lindos eu poderia ir na sua casa tomar uma coca com empadão de frango e você ia me achar lúdica e não largada) eu paro pra ver séries no meu quarto “chupa que é de uva” (depois eu mostro que eu moro dentro de uma garrafa de fanta uva help) eu fico deitada comendo besteira e tomando coca…ai me perdi cadê a parte ruim de ficar de pijama?

A parte ruim é que se já tô de pijama pra que pentear o cabelo? Pra que caprichar no dever dos minos? Pra que tomar um banho demoradão e passar um batom? Pra que trabalhar horas no atelier, pra que?

E agora Lu Brasil trabalha assim:

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Só por hoje..

E o prêmio da promoção Listerine?

 

A   Karlinha Coelho recebeu o kit Agente Cool Blue que a Listerine enviou pra gente sortear aqui no blog, espero que ela tenha gostado e esteja toda felizona com sua escova rosa e seu Listerine Cool Blue.

E a escovação? Continua linda e acabamos virando consumidores mesmo, Enzo todos os dias escova os dentes com o seu “azulzinho”. Eu gostei porque além de avisar onde tem que melhorar ainda é um estímulo ne?

E quem lembra do vídeo com a nossa experiência ? A Listerine me enviou ele editado, bem mais rápido e sem as videocassetadas do primeiro.  Olha aí.

1 aninho das meninas

É hoje!

Dessas pequenas que há 5 meses chegaram pra morar no nosso coração. Tão fofas, tão lindas, tão choronas (a mãe diz que não, é que mãe nem sente haha)

E a gente morre de babar em cima, elas merecem! Vocês não babariam nisso?

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E hoje vai ter lanchinho aqui em casa, pra comemorar esse ano de sobrevivência vida das fofuras, não vai ser nada demais, algumas coleguinhas daqui do conds e quase ninguém de fora, intimista, praticamente um lounge de amigos hahaha.

Olha só uma palhinha, o tema da festa:

Porque saõ gêmeas que são minhas filhas de coração. Pegaram a idéia?

quadrados Tô ansiosa? Magina.

Um lanchinho de fim de tarde

E aí eu, a Lu Brasil faceira, faço lanchinhos todos os domingos, pros minos e seus amigos virem comer aqui em casa, tava super sentindo falta disso lá naquele ap, agora com a cozinha nova é uma delícia fazer coisinhas para os filhotes e colegagens.

Dai que eu quis incrementar os bolinhos (se eu faço bolo grande o Bigu não come e diz que não é bolo), separei os dele sem cobertura e no da galera coloquei chantili de chocolate e cookies triturados, ficou lindo ne? E eles amaram?

Não.

Os amigos tudo bem, se jogaram dicunforça, mas os meus só queriam os pobrinho sem nada, ô gente sem glamour.

E na segunda só tinha sobrado 4, dos melecados, Rico falou “entao me dá daquele mesmo, MAS ANTES TIRA AS PEDRAS DE CIMA

Difícil hein?

24042011-abril2011 262 24042011-abril2011 258 Receita:

  • 1 laranja média cortada ao meio e sem as sementes (com a casca) (eu coloco um copo e meio de suco Ades)
  • 1 xícara (chá) de óleo (170 ml)
  • 2 xícaras (chá) de açúcar (rasa) (coloco só uma porque o suco Ades já é doce bagará)
  • 4 ovos (uso linhaça pois Bigu é alérgico)
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  1. Coloque os 4 primeiros ingredientes no liqüidificador
  2. Bata bem
  3. Em uma tigela, peneire a farinha de trigo e o fermento em pó
  4. Despeje a mistura do liquidificador na tigela com a farinha e o fermento
  5. Misture bem
  6. Leve ao forno, pré-aquecido, para assar por aproximadamente 30 minutos

Mug Rug

Semana passada minha prima prendada Andréa me avisou que ia ter bazar de artesanato lá no Vila Decor, loja de scrap que amo aqui em Belém  (ou lá em Belém né).

Eu fui, e nossa muitas fofurices, entre elas comprei uma coisa na barraquinha da minha prima a “Amigas do Patch” que eu nem conhecia e nem sabia que tinha nome, Mug Rug.

São esses tapetinhos em patch pra colocar embaixo da xícara, no caso eu comprei dois conjuntinhos fofos, um pra mim no tema cupcakes e um pro marido no tema café. Vem a xícara colorida, uma “roupinha” pra xícara e mais o Mug Hug (to adorando essa palavra, me deixa).

Daí no domingo fiz uma coisa inédita, ao invés de acordar semimorta me deitar no sofá e esperar alguém me perceber, me servir, me amare  me dar de comer, eu fui na cozinha e preparei um café (magro)  pro marido, botei a mesa na varanda (ops a mesa já tava lá mas parece que eu carreguei falando assim e pelamordedeus eu nao tava disposta a esse ponto), liguei o sola e a paisagem, tudo especialmente pra esse omi (e pra usar meus mug hug) e… ele acordou as 11 da manhã e tomou café no balcão.

Não faço mais. Munf.

 

 

01052011-abril2011 347

Sua casa é barulhenta?

Vem aqui ver o que é bom!

E é bom mesmo!

creche

Eu “enquanto mae”

 

08032011-mar2011 128p

Eu nunca parei pra pensar seriamente no tipo de mãe que gostaria de ser. Até porque isso de ser mãe, pra mim, não foi planejado. Todos vieram assim, do nada (hahaha, conta outra). Não cheguei a pensar e discutir e essa coisa toda a maternidade, a maternagem. Tudo foi pra mim muito do instinto. Gravidez, partos, amamentação; foi tudo muito natural.
Claro que sempre li e procurei o que eu poderia fazer. Mas sempre no meu limite. Eu lia e pensava "opa, isso eu posso, isso eu consigo". Até por isso não me sinto devedora comigo mesma sobre parto, amamentação. Aí você me diz "Rá, fácil não se sentir assim com 4 partos normais e amamentação ok" (porque consegui amamentar os 4 sem nunca ter tido problema algum; rachadura, mastite etc). É verdade. É fácil mesmo. Mas sabe. Como eu fazia tudo sabendo do meu limite, que até ali conseguia fazer, sem me cobrar nem me comparar com outrem, mesmo que eu tivesse passado por um cesariana ou tivesse tido problemas para amamentar eu não me sentiria mal (na 4a. gestação eu tava tranquila em fazer cesária pra laquear; Gomes que me disse que, como eu me dava bem com partos normais, que ele faria a vasecto. No 3o. filho, eu comecei a tirar leite pra poder continuar a estudar, mas tava dando tanto trabalho que entrei com complemento na 3a. semana de vida dele, e ele não largou o peito. O Bruno eu fui amar MESMO depois de 2, 3 meses de nascido; antes era só o cuidado e o "ó, que bonitinho").
Pra mim, o poder ter partos normais foi, além de vontade, instinto. Amamentar foi a mesma coisa. Até usar sling. Eu via as fotos tanto antes de ter o meu que, quando o meu chegou, consegui sair usando de primeira.
Nunca fui de me comparar a outras amigas, mães, mulheres. Eu olhava muito pra mim e pro meu limite. E sabia que eu poderia ir até ali, da próxima vez avançava mais um pouquinho e assim fui indo. E consegui fazer muita coisa, e ser muita coisa também. E pra mim tudo isso; o ser mãe dos 4, os partos, a amamentação; não é extraordinário, é o meu normal. E até por isso me recuso a apontar dedo e falar de "certo" e "errado" nessas questões. Porque o normal de cada uma é diferente.
Acho bonito, como disse no post da Mãe Real, a mãe que se dedica exclusivamente ao filho. Que faz tudo para o filho, com o filho. Que tem como prioridade absoluta o filho. Que se sacrifica pelo filho. Que só tem o filho como assunto. Acho que essa mãe (sem carapuças, por favor) NASCEU pra ser mãe.
E essa mãe não sou eu. Porque, apesar de ter 4 filhos e minha vida ser permeada por eles e pelas coisas deles e o tudo deles, eu não sou 100% mãe. Eu acordo com eles, minha manhã é fazer as coisas pra eles, eu sigo o horário deles; tudo é menino. Mas na minha cabeça… Eu sou outra pessoa. Continuo sendo mãe, mas minha cabeça ferve em tantos outros campos que… Nesse sentido sou "menos" mãe que tantas outras mães da blogosfera-tuitosfera.
Eu vejo tantas mulheres totalmente engajadas nessa causa, a da maternidade. E eu me vejo: não sou assim.
A internet é meu recreio. Eu palhaceio aqui no blog, mais ainda no tuiter. No face também. Minha vida real já tenho que levar a sério; e já tá de bom tamanho.
Pelo amor de dadá, não estou criticando e nem acho ruim ter como foco da vida a maternidade, os filhos etc. Só que eu não sou assim. Não me sinto mais uma twitmãe =o), ou SÓ uma twitmãe. Não acho que eu seja uma "mãe blogueira". Porque tem muito, muito, MUITO mais coisa do que isso. Eu sou mãe pros meus filhos. Na net e no social eu sou a Beatriz. Gosto de falar bobagens, dar risada, ler coisas inúteis e irrelevantes pela net, compartilhar links bobos com as amigas e falar das minhas experiências como mãe também. Mas pra conselhos sobre maternidade… Não sei se sou a pessoa certa. Me preocupo, cuido, amo e me sacrifico pelos meninos, mas sei que não posso ter meus filhos como base da minha vida. Não é justo com eles nem comigo.
E esse é o aviso; que ninguém se engane comigo: sou mãe, mas não faço disso minha razão de viver. Sou legal, mas não sou perfeita. E sou mais da fuleiragem do que de outra coisa ;o)

Post escrito pela Bia Francisco, mas eu me identifiquei tanto que cheguei a babar, e resolvi dar RT no post dela (existe isso?)

Sobre aprender a ser mãe

mar2011 320p

Esse negócio de ser mãe hein? Alias, esse negócio de ter filho, sobrinho, neto ou qualquer criaturinha que dependa da gente, ô coisa louca!

Pelo menos pra mim que juro que sou geração Restart (já ficaria lisonjeada até em ser geração Telettubie oe oe oe) as vezes fico meio paralisada com a  responsabilidade de formar outra pessoa.

A gente quando só tem eles pequenos e acha que limpar bunda e alimentar, livrar das birras,  já é o serviço mais difícil, nem imagina quando vão mudando as fases e vão se apresentando novos desafios, é de cair os butiá da blusa meu deus.

Tipo. Lorenzo não chega assim a sofrer um “bulim” de um amiguinho do bus da escola, mas esse menino não curte ele, dai ele me conta e você tem que achar algo pra falar, sem incitar a violência, sem fazer ele ser bebezinho, se meter sem se meter e onde que tão as coordenadas de até onde você pode ir?

Ontem me contou que é o último a ser escolhido na hora da queimada. Quase morri de dó de mim. Oi? É que eu sempre era a ultima escolhida em qualquer que fosse a atividade esportiva. Sabe aquele fardo que o time tinha que carregar? Era eu, asmática, magricela…. Isso não me causou nenhum trauma não, hoje em dia quando penso nisso e me vejo essa pessoa disputada (olha a modéstia) eu penso “perderam seus bestas”.

Não deu trauma, mas ainda me arrepio de lembrar, e sim eu lembro, das caras de desgosto, do professor me enfiando nos times tentando disfarçar. As risadinhas. Lembro sim.

E quando ele falou isso sabe o que eu fiz? Contei tudinho. Do que acontecia comigo, e quando fui contando pensei “pronto agora ele vai saber que fui uma loser que que eu tô fazendo?”. Sabe que foi legal? Ele riu, meio que achando absurdo eu ter passado por isso (ou eu ter sido criança um dia, munf), dai eu falei que eu não tinha força de arremesso, e ele disse que também não que jogava a bola todo destrambelhado “mas sou bom de me esquivar, sou rápido”, e o coração foi ficando aliviado, o dele e o meu.

Aí eu pensei, sou uma mãe do garanho ne? Sou safa pra caramba e talz ja ia montar um consultório ficar rica e…

Hoje ele me conta que tem saudade dos amigos do conds antigo que não sabe se vai ser bacana no outro, e eu muito PHD agora que sou em todo assunto psicanalítico fui encher a bola dele “olha filho no começo vai ser mais solitário mas logo você fará  amigos e vai ser o rei do conds, lembra que todos queriam brincar lá em casa? Tinha briga por causa de você lembra? O caio, a Ana , a Cissa e aquela menina novata, aquela gordinha…”

“Mãe, não fala gordinha, isso é feio, ela tem nome, é Ju”

Cabô cabô

Ai que saudade das fraldas.

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EU

Sou mãe de 3 meninos, Lorenzo (8), Enrico (4) e Angelo ( 3) Tem TV na minha casa, mas nunca recebi a cartilha do planejamento familiar. A culpa é do Lula.

Me formei em Contabilidade, mas passei de Contadora a Cortadora, com muito prazer. Sou dona do Miss Brasil Atelier de Festas, me contrata?

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