Eu “enquanto mae”
Eu nunca parei pra pensar seriamente no tipo de mãe que gostaria de ser. Até porque isso de ser mãe, pra mim, não foi planejado. Todos vieram assim, do nada (hahaha, conta outra). Não cheguei a pensar e discutir e essa coisa toda a maternidade, a maternagem. Tudo foi pra mim muito do instinto. Gravidez, partos, amamentação; foi tudo muito natural.
Claro que sempre li e procurei o que eu poderia fazer. Mas sempre no meu limite. Eu lia e pensava "opa, isso eu posso, isso eu consigo". Até por isso não me sinto devedora comigo mesma sobre parto, amamentação. Aí você me diz "Rá, fácil não se sentir assim com 4 partos normais e amamentação ok" (porque consegui amamentar os 4 sem nunca ter tido problema algum; rachadura, mastite etc). É verdade. É fácil mesmo. Mas sabe. Como eu fazia tudo sabendo do meu limite, que até ali conseguia fazer, sem me cobrar nem me comparar com outrem, mesmo que eu tivesse passado por um cesariana ou tivesse tido problemas para amamentar eu não me sentiria mal (na 4a. gestação eu tava tranquila em fazer cesária pra laquear; Gomes que me disse que, como eu me dava bem com partos normais, que ele faria a vasecto. No 3o. filho, eu comecei a tirar leite pra poder continuar a estudar, mas tava dando tanto trabalho que entrei com complemento na 3a. semana de vida dele, e ele não largou o peito. O Bruno eu fui amar MESMO depois de 2, 3 meses de nascido; antes era só o cuidado e o "ó, que bonitinho").
Pra mim, o poder ter partos normais foi, além de vontade, instinto. Amamentar foi a mesma coisa. Até usar sling. Eu via as fotos tanto antes de ter o meu que, quando o meu chegou, consegui sair usando de primeira.
Nunca fui de me comparar a outras amigas, mães, mulheres. Eu olhava muito pra mim e pro meu limite. E sabia que eu poderia ir até ali, da próxima vez avançava mais um pouquinho e assim fui indo. E consegui fazer muita coisa, e ser muita coisa também. E pra mim tudo isso; o ser mãe dos 4, os partos, a amamentação; não é extraordinário, é o meu normal. E até por isso me recuso a apontar dedo e falar de "certo" e "errado" nessas questões. Porque o normal de cada uma é diferente.
Acho bonito, como disse no post da Mãe Real, a mãe que se dedica exclusivamente ao filho. Que faz tudo para o filho, com o filho. Que tem como prioridade absoluta o filho. Que se sacrifica pelo filho. Que só tem o filho como assunto. Acho que essa mãe (sem carapuças, por favor) NASCEU pra ser mãe.
E essa mãe não sou eu. Porque, apesar de ter 4 filhos e minha vida ser permeada por eles e pelas coisas deles e o tudo deles, eu não sou 100% mãe. Eu acordo com eles, minha manhã é fazer as coisas pra eles, eu sigo o horário deles; tudo é menino. Mas na minha cabeça… Eu sou outra pessoa. Continuo sendo mãe, mas minha cabeça ferve em tantos outros campos que… Nesse sentido sou "menos" mãe que tantas outras mães da blogosfera-tuitosfera.
Eu vejo tantas mulheres totalmente engajadas nessa causa, a da maternidade. E eu me vejo: não sou assim.
A internet é meu recreio. Eu palhaceio aqui no blog, mais ainda no tuiter. No face também. Minha vida real já tenho que levar a sério; e já tá de bom tamanho.
Pelo amor de dadá, não estou criticando e nem acho ruim ter como foco da vida a maternidade, os filhos etc. Só que eu não sou assim. Não me sinto mais uma twitmãe =o), ou SÓ uma twitmãe. Não acho que eu seja uma "mãe blogueira". Porque tem muito, muito, MUITO mais coisa do que isso. Eu sou mãe pros meus filhos. Na net e no social eu sou a Beatriz. Gosto de falar bobagens, dar risada, ler coisas inúteis e irrelevantes pela net, compartilhar links bobos com as amigas e falar das minhas experiências como mãe também. Mas pra conselhos sobre maternidade… Não sei se sou a pessoa certa. Me preocupo, cuido, amo e me sacrifico pelos meninos, mas sei que não posso ter meus filhos como base da minha vida. Não é justo com eles nem comigo.
E esse é o aviso; que ninguém se engane comigo: sou mãe, mas não faço disso minha razão de viver. Sou legal, mas não sou perfeita. E sou mais da fuleiragem do que de outra coisa ;o)
Post escrito pela Bia Francisco, mas eu me identifiquei tanto que cheguei a babar, e resolvi dar RT no post dela (existe isso?)




Nunca imaginei que algué pensasse como eu!!!hahahaha..achei!!!!
é verdade isso até me tira uma culpa que não existe,sou mãe de dois,fiz uma laqueadura aos 25 não por não querer ter mais filhos apenas,mais por que pra mim a vida tem que ser mais que isso…amo meus filhos demais,são tudo,mais eu vejo que a vida pra mim tem que ser mais que apenas um papel de mãe,eu quero protagonizar vários papéis nessa vida e ser coadjuvante me muitos outros tbm e se encontrar um papel de figurante estou lá tbm….Lu que ótimo esse post da Bia,eu me identifiquei plenamente!!!Na verdade eu me identifiquei demais com esse blog!!!!!
ELIET E Post RecenteProjetos do final de semana!!
Realmente, realmente, ela disse tudo e mais um pouco!
Eu abri mão da ascenção profissional pra ter mais tempo pros filhos, pq não queria ser como minha mãe, que saia de manhã e só voltada tardão pq era gerente de banco, que mandava a gente sozinha pro pediatra e de lá conversava com ele pelo fone, etc…
Essa decisão de trabalhar só 6 horas e ganhar menos foi a mais acertada que fiz, tenho tempo pra eles, tenho tempo pra casa e principalmente tenho um imenso tempo pra mim mesma e isso me fez um bem enorme!
Tava me dando um nó na cabeça tentando lembrar qual era o quarto filho da Lu…kkkkkkkkk
porraeu fui lendo e ficando bolada..Gzus que quarto filho é esse que ela teva? que houve com ele;;rsrs…ufa!!
Tb mega me identifiquei com o post da sua amiga…bjusss
Mana, eu já tava pensando que tu tinhas parido mais um, tipo: "Oi, não sabia que tava grávida e aí de repente vi meu bb sair de mim". Peralá, seria muito loucura! hahahhahahha! Como diz o meu pai "Êêê, pare com isso!". kkkkk beijos
Não estou falando que as mães tem que sair por aí estudando, trabalhando horrores de horas só pra se sentir mãe moderna. Só acho que vc não deve deixar de fazer o que vc acha que realmente precisa fazer, do que gosta ou porque do que sente necessidade, porque como filha ( e minhas irmãs concordam) dá muito,mas muito orgulho ter uma mãe resolvida, aquela mulher que tem uma outra vida além daquela com vc (mae -filho). Sabe, faz bem pra saúde mental, pra convivência da criança. Sentir saudade, aquela saudade boa faz bem ao filho. Cada mãe tem seu ritmo, suas convicções, não há regras. O caminho tá dentro do coração =)
Nossa, tb super me identifiquei com o post. Acho bacana mãe que se doa para o filho 36 hr por dia, mas acho que a vida pode ser um pouco mais que isso. Como ela disse: por respeito a vc e a criança. Minha mae teve 3 meninas, uma atras da outra e a vida dela era cuidar da casa/filhas 36hs por dia. Eu nem deveria falar o que vou falar, porque tem mae aí que se o filho falar isso, vai jogar na cara dele tuudo o que ela fez e deixou de fazer por ele. Não é justo nem a mãe fazer isso (jogar na cara dele tuudo) e o filho criticar a mãe. Mas eu fiz isso, depois de adulta (DESCULPA MÃE). Meu alívio foi que ela tb reconheceu que errou. Errou por ter dito não aos estudos pensando que a gente ia morrer se ela passasse meio periodo do dia na faculdade. Errou por não ter trabalhado antes, tipo, criado independencia financeira antes dos 45 anos. Errou por largar as amizades de época de solteira porque não tinha tempo pra nada, pra ninguém e hoje não tem nenhuma amiga. Errou muito e tento aprender com os erros dela ( ela faz questão de me lembrar).